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Meio Ambiente

Mudanças Climáticas

Temos ambição de atingir a neutralidade das emissões nas atividades sob nosso controle, além da intenção de influenciar nossos parceiros a atingir a mesma ambição em ativos nos quais somos sócios mas não somos encarregados da operação, em prazo compatível com o estabelecido pelo Acordo de Paris.

A decisão está alinhada ao posicionamento mundial das 12 empresas membros da Oil and Gas Climate Initiative (OGCI – Iniciativa Climática para Óleo e Gás, na sigla em inglês), consórcio do qual a Petrobras faz parte desde 2018.

Avaliações prospectivas apontam para a persistência e para a importância do óleo e do gás na matriz energética mundial, ainda que suas participações relativas possam diminuir em um cenário de transição energética acelerada. Essa importância é sublinhada pelas projeções de crescimento da demanda global por energia e pelas possibilidades limitadas de expansão da oferta de energia baseada em soluções economicamente viáveis, sustentáveis, e que utilizem as tecnologias disponíveis.

É nossa prioridade operar com baixos custos e com baixa emissão de carbono, entregando energia acessível e aderente aos nossos compromissos de redução de emissão de carbono. Dessa forma, contribuímos tanto para o crescimento econômico quanto para a transição para uma economia de baixo carbono.

Conciliar a demanda da sociedade pelos nossos produtos com as preocupações com a mudança do clima em nosso planejamento e nos nossos processos decisórios é um requisito ético, incluído em nossa estratégia e políticas de segurança, meio ambiente, saúde e de responsabilidade social. É também uma necessidade de negócio, alinhada às expectativas dos nossos stakeholders.

Transparência: Carbono quantificado nos processos críticos

  • O ambiente da transição energética é de incerteza, à qual se adicionam as dúvidas relativas aos efeitos da pandemia da COVID-19 para o setor. Nossas decisões de hoje afetam o desempenho em carbono e a geração de valor no curto, médio e longo prazo.

    É nossa prioridade garantir que os riscos e oportunidades em carbono sejam adequadamente captados em cenários, quantificados e considerados em nossas escolhas, garantindo a sustentabilidade e resiliência de nosso negócio, o que requer a atenção à melhoria contínua dos processos decisórios.

Resiliência da posição em fósseis frente à transição para baixo carbono

  • Nossos cenários apontam para a persistência do óleo na matriz mundial, ainda que em volumes decrescentes. É nossa prioridade operar com baixos custos e com desempenho superior em carbono, resguardando a competitividade de nossos óleos nos mercados mundiais num cenário de desaceleração e posterior retração da demanda.

    No nosso entendimento, as empresas serão tão mais competitivas para o mercado de longo prazo quanto forem capazes de produzir com baixos custos e com menor emissão de gases de efeito estufa, prosperando em cenários de baixo preço de petróleo, precificação de carbono e possíveis práticas de diferenciação do petróleo em função de sua intensidade de carbono na produção.

    Atualmente realizamos nossa quantificação de valor e decisões de portfólio conforme as premissas de nosso cenário interno “Base” que considera uma transição energética moderada.

    A fim de garantir a resiliência de nosso portfólio, todos os projetos aprovados devem ser rentáveis também em nosso cenário “Resiliência”, que prevê uma transição energética acelerada com significativa redução do preço dos combustíveis fósseis.

Fortalecimento das competências para criar valor em baixo carbono

  • Nosso foco atual é o investimento em descarbonização de nossas operações, na inovação, e na aquisição de competências que poderão permitir uma futura diversificação em renováveis. Enquanto trabalhamos para resguardar uma situação financeira sólida no médio e longo prazo, também trabalhamos nossa competitividade para capturar as potenciais oportunidades em renováveis em uma perspectiva de longo prazo.

     

Metas

Dentre os 10 Compromissos de Sustentabilidade divulgados em nosso Plano estratégico 2021-2025, seis são relativos à temática de carbono. Esses indicadores balizam nossas ações e são acompanhados pela alta administração da empresa:

Redução das emissões absolutas operacionais em 25% até 2030

  • Nossa meta de “Redução das emissões absolutas operacionais em 25% até 2030” engloba 100% dos ativos operados em todos os nossos negócios, incluindo geração de energia, para todos os gases de efeito estufa. É importante ressaltar que houve queda nas emissões absolutas da empresa pelos últimos 5 anos consecutivos.

Histórico de Emissões de GEE (milhões de t CO2e)

Fonte: Relatório de Sustentabilidade da Petrobrás, 2020

Zero queima de rotina em flare até 2030, conforme iniciativa Zero Routine Flaring do Banco Mundial

  • Em 2018, divulgamos nosso suporte à iniciativa Zero Routine Flaring by 2030 do Banco Mundial, sendo o atendimento a seus critérios considerado como um de nossos Compromissos de Sustentabilidade. Ressaltamos que a Petrobras já possui um alto índice de aproveitamento médio de gás produzido, atingindo, em 2019, o valor de 97%.

Reinjeção de ~40 MM ton CO₂ até 2025 em projetos de CCUS (Carbon Capture, Usage and Storage)

  • A reinjeção de CO₂ em campos, associada à recuperação avançada de petróleo (EOR), continuará a ter papel relevante na trajetória de redução da intensidade de gases de efeito estufa. Como um de nossos Compromissos, até 2025, projetamos alcançar um total acumulado de reinjeção de cerca de 40 milhões de toneladas de CO₂, o que contribuirá para a evolução tecnológica, redução de custo e demonstração da segurança da tecnologia de CCUS para aplicação na indústria de óleo e gás e outros setores. Somente no ano de 2019, injetamos 4,6 milhões de toneladas de CO₂, e atingimos um volume acumulado de 14,4 milhões de toneladas de CO₂ entre os anos de 2008 e 2019.

Reinjeção de CO₂

Tecnologias de reinjeção de CO₂ (CCUS EOR) em águas ultra profundas premiadas na OTC 2015 – Offshore Technology Conference (lâmina d’água de 2.220m):

  • Primeira separação de dióxido de carbono (CO₂) associado ao gás natural, com injeção do CO₂ em reservatórios de produção;
  • Poço submarino mais profundo de injeção de gás com CO₂;
  • Primeiro uso do método alternado de injeção de água e gás.

Redução de 32% na intensidade de carbono no E&P até 2025 (15 kgCO₂e/boa, mantidos até 2025)

  • As ações previstas visam à continuidade na melhoria da eficiência em carbono de nossas atividades de E&P, com a meta de atingir o patamar de 15 kgCO₂e/boe em 2025, o que significa uma redução da intensidade de carbono em 13% no horizonte de 2019 a 2025.

    Esse compromisso se adiciona à melhoria de mais de 40% já alcançada na década 2009 a 2019 na intensidade de carbono no upstream. Tais melhorias propiciaram um aumento de cerca de 40% da produção de óleo e gás em nossas operações, sem que fossem aumentadas as emissões absolutas do upstream nesta década.

Principais vetores de redução da intensidade de emissões no E&P:

  • Perfil dos novos ativos;
  • Redução de queima em tocha, fugitivas e perdas;
  • Eficiência energética;
  • Gestão de portfólio;
  • CCUS (reinjeção com Enhanced Oil Recovery – EOR).

Redução de 40% na intensidade de emissões de metano no segmento de E&P até 2025

  • Nossas metas de intensidade de carbono incorporam os distintos gases de efeito estufa, inclusive metano. Entretanto, diante das características do metano, cujo potencial de aquecimento é muito elevado no curto prazo, acompanhamos esse gás com métrica específica.

Principais vetores de redução da intensidade de emissões no E&P:

  • Ampliação da utilização de sistema de recuperação de gás de flare (FGRS);
  • Programa de controle de emissões fugitivas;
  • Verificação de eficiência das tochas

Redução de 30% na intensidade de carbono no refino até 2030 (30 kgCO₂e/CWT)

  • Nas atividades de Refino, estabelecemos a meta de reduzir em 16% a intensidade de carbono até 2025 ampliando para 30% até 2030, atingindo 30 kg CO2e/CWT. Destacamos que as ações de redução de intensidade de carbono também possuem ganhos projetados para redução de emissões de outros gases (material particulado, óxidos de enxofre e óxidos de nitrogênio).

Intensidade de Carbono Refino (kgCO₂e/CWT)

Principais vetores de redução da intensidade de emissões no Refino:

  • Otimização de cargas;
  • Redução do envio de gás para tocha;
  • Otimização do balanço termelétrico;
  • Melhorias no desempenho energético

 


Para todas as metas, são consideradas as emissões de gases de efeito estufa operacionais diretas (Escopo 1) e indiretas provenientes da aquisição de energia elétrica e/ou térmica produzida por terceiros (Escopo 2).

1.  Meta 1: O crescimento zero considera as emissões absolutas do Sistema Petrobras do ano de 2015, que otalizaram 78 milhões de toneladas de CO2e. O compromisso da Petrobras é não exceder 78 milhões de toneladas de CO2e em nenhum ano até 2025, exceto se houver pressão acentuada por geração de eletricidade a partir das térmicas devido a eventos nacionais de estresse hídrico.

2. Meta 2: A iniciativa “Zero Routine Flaring by 2030” do Banco Mundial tem como objetivo eliminar a queima de rotina em tocha (routine flaring), ou seja, aquela derivada da impossibilidade de escoamento ou aproveitamento do gás produzido no segmento de E&P. Estão fora do seu escopo as queimas não rotineiras, como durante a inicialização, mau funcionamento ou manutenção de ativos, bem como a queima por razões de segurança.

3. Meta 3: O indicador kg CO2e/boe considera em seu denominador a produção bruta de óleo e gás (“wellhead”).

4. Meta 5: Conforme métrica da IOGP (International Association of Oil & Gas Producers).

5. Meta 5: O Sistema de Recuperação de Gás de Flare (FGRS, do inglês Flaring Gas Recovery System) tem como objetivo minimizar o envio de gás para queima em tocha através da operação de um sistema de recuperação fechado. A queima em tocha ocorre apenas quando as vazões requeridas excedem a especificação de projeto, por exemplo, em uma situação de emergência.

6. Meta 6: O indicador kg CO2/CWT foi desenvolvido pela Solomon Associates especificamente para refinarias e foi adotado pelo Sistema de Comércio de Emissões da União Européia (EU Emissions Trading System, EU ETS) e pela CONCAWE (associação de companhias europeias de refino e distribuição de óleo e gás). O CWT (Complexity Weighted Tonne) de uma refinaria considera o potencial de emissão de CO2, em equivalência à destilação, para cada unidade de processo. Assim, é possível comparar emissões de refinarias de vários tamanhos e complexidades. A Petrobras acompanha o indicador kg CO2/CWT, conforme sua identidade original. Acompanhamos também um indicador adaptado: kg CO2e/CWT, para possibilitar a inclusão das emissões dos demais gases de efeito estufa (por exemplo metano), as quais, no entanto, representam pequena parcela de nossas emissões de refino.

Vazamentos

Reconhecemos que o risco de acidentes que resultem em vazamentos de petróleo e derivados com impacto ao meio ambiente é um risco material para a nossa indústria. Por isso, para prevenir acidentes, cumprimos normas e adotamos padrões e procedimentos operacionais rigorosos. Somos treinados para operar com segurança e em caso de qualquer dúvida, durante a execução de um procedimento, somos orientados a interrompê-lo imediatamente.

Reforçamos nossas ações de segurança com o programa Compromisso com a Vida, que tem o foco na prevenção de acidentes e estamos sempre em busca de novas soluções para o controle de riscos. Em nossas áreas de negócio e subsidiárias, implementamos o Plano Vazamento Zero, com ações voltadas à redução dos riscos de vazamento.

Em 2020 inauguramos em nosso centro de pesquisas o Laboratório de Inovação em Segurança, com o objetivo de desenvolver novas soluções digitais em segurança em colaboração com a indústria, startups e a academia.

Em caso de emergências, contamos com uma equipe de profissionais especializados em Bases Avançadas e Centros de Resposta à Emergência, distribuídos por todo o Brasil. Em 2019, realizamos 26 exercícios simulados de âmbito regional, incluindo treinamentos de resposta a vazamentos. Já em 2020, mesmo com a pandemia, realizamos seis exercícios simulados de âmbito regional de forma 100% remota, com uso de ferramentas digitais.

Além dos Centros de Defesa Ambiental, também somos sócios da Oil Spill Response Limited (OSRL), instituição especializada de resposta a emergências relacionadas a derramamento de óleo que provê apoio com recursos para atuação complementar no caso de resposta nacional ou internacional.

Em decorrência do aumento dos furtos de combustíveis nos nossos dutos, que trazem grandes riscos de vazamentos, explosões e incêndios, lançamos, em 2019, o Programa Integrado Petrobras de Proteção de Dutos (Pró-Dutos). Em 2020, foram furtados 4.973 m³ de petróleo e derivados, uma redução de 30% em relação ao volume furtado em 2019.

Metas

Volume Vazado de Petróleo e Derivados – Vazo (m3)
Descrição 2020
Número total de vazamentos acima de 1 bbl 6
Volume total de vazamentos acima de 1 bbl 216,5 m3
Volume médio vazado por outras empresas do setor de óleo e gás em 2019* 618,8 m3

* São computados os volumes de óleo vazado relacionados à nossa operação (não inclui derivações clandestinas) de todas as ocorrências que individualmente respondam por volume vazado acima de um barril (0,159m3) e que tenham atingido corpos hídricos ou solo não impermeabilizado. O total de 216,5 m³ equivale a cerca de 1.365,5 barris.

**Média peer group: dados de volumes vazados extraídos de relatórios de sustentabilidade ou similares publicados pelas empresas que compõem o nosso peer group. Até o fechamento deste relatório, não haviam sido divulgados todos os dados a respeito de volumes vazados pelas empresas no nosso peer group referentes a 2020.

O volume vazado de óleo e derivados (VAZO) é uma das métricas de topo de nosso Plano Estratégico, impactando a remuneração variável de nossos empregados e executivos. Temos como ambição atingirmos zero vazamentos.

Água

A disponibilidade de água em quantidade e qualidade é essencial para as nossas operações. Utilizamos água diretamente em unidades de processo; geração de vapor; refrigeração; produção e processamento de óleo, gás e derivados; consumo humano; entre outros. Como consequência, praticamente todas as nossas atividades geram efluentes industriais, domésticos ou água produzida.

A nossa gestão de recursos hídricos tem como princípio básico a constante busca pela racionalização do uso da água, que permita tanto garantir o suprimento necessário às atividades quanto contribuir para a sua conservação e disponibilidade nas áreas de influência de nossas instalações. Nesse sentido, buscamos a adoção de tecnologias pouco intensivas no uso da água, a minimização do seu uso nas operações e processos, o reúso e a identificação de fontes alternativas de suprimento, sempre considerando a disponibilidade hídrica local e a viabilidade técnico-econômica das ações.

Com relação aos efluentes gerados, buscamos a minimização das substâncias poluentes descartadas, a segregação, o tratamento e a destinação adequada das correntes, também observando os aspectos de disponibilidade hídrica local para a assimilação de efluentes e a viabilidade técnico-econômica das medidas.

Contamos com um banco de dados corporativo, por meio do qual realizamos anualmente o nosso inventário de recursos hídricos e efluentes, o qual, em 2020, contemplou 344 instalações usuárias de água e geradoras de efluentes.

Para aprimorar nosso gerenciamento de recursos hídricos e efluentes, investimos em conhecimento e tecnologia, incluindo novos estudos para avaliar a disponibilidade hídrica atual e futura e identificar fontes alternativas de captação em 16 bacias de onde 26 de nossas instalações captam ou recebem água.

Com relação à água doce, utilizamos 140 fontes de captação, sendo 129 localizadas no Brasil (respondendo por cerca de 99% do volume total de água doce que captamos) e 11 nos demais países onde atuamos. Em 2020, não identificamos impactos significativos nos mananciais nos quais realizamos captação direta de água.

Para o mapeamento de riscos hídricos às nossas operações, utilizamos o Índice de Risco de Escassez Hídrica (IREH), desenvolvido em parceria com a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Esse índice permite a identificação e a priorização das localidades e unidades operacionais para o desenvolvimento de estudos de disponibilidade hídrica detalhados e para a implementação de medidas de mitigação ou gestão de riscos. A metodologia leva em consideração não só a suscetibilidade das instalações à escassez física do recurso hídrico, mas também as vulnerabilidades das bacias hidrográficas e as ações de resiliência desenvolvidas nas instalações.

Para as nossas unidades identificadas como expostas a riscos relevantes, implementamos ações específicas como a participação em fóruns de recursos hídricos, estudos de avaliação de disponibilidade hídrica e de fontes alternativas de captação, estudos sobre oportunidades de racionalização do uso da água, desenvolvimento tecnológico no tema, engajamento com comunidades locais, entre outras.

Metas

  • Redução de 50% na captação de água doce em nossas operações até 2030.

Volume Total de Água Reusada
Descrição 2016 2017 2018 2019 2020
Água reusada (milhões de m3) 24,8 25,4 84,0 82,2 73,9
Reúso em relação ao total de água doce utilizada (%) 11,5 12,5 31,5 34,4 33,6

a) A fonte de dados utilizada para os cálculos foi o Relatório Anual de Recursos Hídricos e Efluentes 2020.
b) A partir de 2018, em função de revisão na identidade do indicador corporativo “Volume de Água Reusada”, passamos a contabilizar os volumes de água produzida reinjetada para recuperação secundária de óleo e gás em campos terrestres.

Biodiversidade

A distribuição espacial e a variedade de nossas operações tornam frequente a interface com áreas protegidas e sensíveis. A identificação dessas áreas configura-se em uma etapa de prevenção e mitigação de riscos e impactos associados e é realizada a partir do cruzamento de informações das nossas operações com os dados do Banco Mundial de Áreas Protegidas, disponibilizado pelo Centro Mundial de Monitoramento de Conservação do Programa das Nações Unidas para o meio Ambiente e com as bases do mapeamento sistemático brasileiro. Possuímos 25 blocos de produção (949km2) e 23 unidades de refino e gás natural (288km2) e 3.039 km2 de áreas de faixas de dutos que se interseccionam com áreas protegidas.

Identificamos e avaliamos impactos de forma a subsidiar a definição de medidas preventivas, mitigadoras e compensatórias nas fases de instalação, operação e desativação dos nossos empreendimentos.

Conforme a fase do ciclo de vida dos empreendimentos, as tipologias das operações, os fatores ambientais, as exigências legais, os requisitos dos órgãos ambientais (no caso de condicionantes de licenças), entre outros fatores, desenvolvemos diversos estudos e projetos com o objetivo de avaliar os riscos para a biodiversidade e estabelecer planos de ação.

Nossos Planos de Ação de Biodiversidade devem considerar as avaliações de riscos e impactos sobre a biodiversidade, medidas de prevenção, minimização, recuperação ou compensação e os programas de monitoramento. Além disso, as partes interessadas devem ser identificadas e envolvidas em todas as etapas do processo de gestão da biodiversidade, incluindo monitoramento ambiental.

Investimos em projetos de pesquisa e desenvolvimento de soluções tecnológicas e metodologias que promovam a melhoria da gestão ambiental e a mitigação dos impactos de nossas operações. Os projetos em andamento contemplam caracterizações ambientais, mitigações ou redução de efeitos sobre os ecossistemas e a biodiversidade e a recuperação de ambientes degradados e impactados através de projetos de reflorestamento, recomposição de espécies nativas e outros.

Também atuamos na preservação da biodiversidade através de investimentos em projetos socioambientais. Em 2020, como resultado de nossos diversos projetos tivemos mais 440 publicações em eventos técnicos e científicos, mais de 98 mil participantes tiveram o envolvimento direto em nossas ações e abrangemos mais de 300 espécies da fauna, das quais 52 ameaçadas de extinção.

Metas

  • 100% das instalações Petrobras com plano de ação em biodiversidade até 2025.

Resíduos

Buscamos a excelência na gestão de resíduos, desenvolvendo iniciativas para minimização de geração de resíduos sólidos, alinhadas ao conceito de economia circular.

Os métodos de destinação dos resíduos, através de tratamento ou disposição final ambientalmente adequada, são determinados por nós e executados por empresas contratadas, especializadas e licenciadas pela autoridade ambiental.

O gerenciamento adequado dos nossos resíduos sólidos permite que a maior parte da massa de resíduos perigosos gerados nos processos seja destinada para rotas RRR (Reúso, Reciclagem e Recuperação).

Metas

  • Crescimento zero na geração de resíduos de processos até 2025.

    Minimizamos a geração de resíduos perigosos ao longo dos últimos 4 anos, com redução de 11% de 2016 para 2019. O incremento na geração de resíduos não perigosos, em 2019, quando comparado ao histórico, se deu pelo aumento pontual de atividades não-contínuas de limpeza e manutenção, bem como obras de engenharia.

    A geração de resíduos perigosos de processos em 2020 foi semelhante ao resultado alcançado nos últimos 2 anos. A geração de resíduos não-perigosos, por sua vez, foi menor que aquela registrada no ano de 2019. Cabe destacar que os resultados de geração de resíduos em 2020 indicam melhoria nos nossos processos de gestão de resíduos, uma vez que, nesse ano, alcançamos recordes na nossa produção anual total (óleo e gás natural), ou seja, 2.840 mil de barris de óleo equivalente por dia (boed).

Produção de óleo, LGN e Gás Natural X Resíduos Perigosos de Processos

Ano Produção (Mboe/dia) Resíduos perigosos gerados (mil toneladas/ano) Resíduos não perigosos gerados (mil toneladas/ano)
2016 2.790,0 132 210
2017 2.766,7 113 153
2018 2.627,8 120 158
2019 2.770,0 118 245
2020 2.840,0 124 201

Nota: Efluentes não são considerados nos cálculos dos quantitativos de resíduos.


Última atualização em 11 de fevereiro de 2021.
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