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Petrobras assina contrato de parceria para exploração e produção com estatal da Índia

Rio de Janeiro, 4 de junho de 2007 – PETRÓLEO BRASILEIRO S/A - PETROBRAS, [Bovespa: PETR3/PETR4, NYSE: PBR/PBRA, Latibex: XPBR/XPBRA, BCBA: APBR/APBRA], uma companhia brasileira de energia com atuação internacional, comunica que o presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli de Azevedo, assinou hoje, em Nova Delhi, acordo de parceria com a companhia ONGC, maior empresa indiana de petróleo e gás. O acordo, que também envolve a ONGC Videsh Limited (OVL), braço internacional daquela companhia, foi assinado pelos executivos indianos Radhey Shyam Sharma e R. S. Butola. Serão operados seis blocos exploratórios em águas profundas, dos quais três no Brasil e três na Costa Leste da Índia.

No Brasil, os blocos estão localizados no Maranhão, na Bacia de Sergipe-Alagoas, e na Bacia de Santos. Na Índia, os blocos a serem explorados ficam nas bacias de Krishna Godavari, Mahanadi e Cauvery. Todos são em águas profundas e será perfurado pelo menos um poço em cada bloco.

Cooperação tecnológica

A cerimônia contou com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e do Primeiro Ministro da Índia, Manmohan Singh. Também participaram da solenidade os diretores da Petrobras Nestor Cerveró, da Área Internacional (ANI), e Guilherme Estrella, de Exploração e Produção (E&P), os gerentes executivos Francisco Nepomuceno, de Exploração e Produção, e Samir Passos Awad, da Área Internacional (América, África e Eurásia),

O acordo prevê, também, ações de cooperação em várias atividades da indústria do petróleo, com destaque para exploração e produção no mar na Índia, no Brasil e em outros países.

A ONGC produz cerca de 600 mil barris ao dia de petróleo e 70 milhões de m3 de gás por dia e tem procurado diversificar sua atuação com investimentos em outros países. Recentemente, adquiriu 15% de participação nos campos de Ostra, Abalone, Argonauta e Nautilus, na Bacia de Campos, operados pela Shell, nos quais a Petrobras participa com 35%.

Interesse comum

Desde 2005, a Petrobras tem participado das licitações promovidas pelo órgão regulador da área de petróleo na Índia, mas até agora não havia fechado nenhum negócio efetivo no país.  Ao longo dos entendimentos com a estatal indiana, a Petrobras identificou focos de interesse comuns entre as duas empresas, tanto no que se refere ao portfólio exploratório quanto a aspectos tecnológicos. A ONGC está bem posicionada em algumas áreas da Ásia como, por exemplo, no Myanmar, Vietnam e Irã.

Do ponto de vista tecnológico, a companhia indiana tem interesse em aliar-se a Petrobras por sua reconhecida excelência na exploração e produção em águas profundas e ultraprofundas. Desde que foram iniciadas as negociações, a Petrobras realizou duas missões à Índia, com o objetivo de estudar oportunidades oferecidas pela ONGC. A companhia indiana, por sua vez, enviou em abril uma equipe ao Brasil para analisar as ofertas da Petrobras.

Fórum de CEOS

Pouco antes de assinar o contrato com a ONGC e ONGC Videsh Ltd., Gabrielli falou como presidente da comitiva brasileira de empresários que acompanha o presidente Lula em sua visita à Índia. Na cerimônia de encerramento do Primeiro Fórum de Ceos Brasil-Índia, Gabrielli afirmou que o encontro ocorrido hoje (segunda, 4) entre empresários dos dois paises "foi extremamente produtivo". Segundo o presidente da Petrobras, foram identificadas oportunidades de negócios que intensificarão as relações comerciais entre o Brasil e a Índia, especialmente nas áreas de biocombustíveis, infra-estrutura, fármacos e transporte. Foi também definida a necessidade de troca de missões técnicas entre os dois paises.

Bicombustíveis e Etanol

No início da noite (9 horas da manhã no Brasil), Gabrielli reuniu-se com o presidente Lula e com o ministro de Petróleo e Gás da Índia, Murli Deora, para discutir o interesse em desenvolver projetos conjuntos na área de biocombustíveis e etanol. O governo indiano - informou ao presidente Lula – está interessado em aumentar a produção e o uso do etanol no país, utilizando tecnologia brasileira.

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