Petrobras. Relacionamento com Investidores

Petrobras

Relações com Investidores

Perspectivas para 2008

Rio de Janeiro, 19 de dezembro de 2007 – PETRÓLEO BRASILEIRO S/A - PETROBRAS, [Bovespa: PETR3/PETR4, NYSE: PBR/PBRA, Latibex: XPBR/XPBRA, BCBA: APBR/APBRA], uma companhia brasileira de energia com atuação internacional, comunica que no primeiro ano de vigência do Plano de Negócios da Petrobras para o qüinqüênio 2008–2012 estão previstos investimentos de aproximadamente R$ 55 bilhões, dos quais 87,6% destinados as suas atividades no País e 12,4% a investimentos no exterior.


PREVISÃO DE INVESTIMENTOS POR ÁREA DE NEGÓCIO EM 2008


ÁREA DE NEGÓCIO
 
INVESTIMENTOS (Milhões Reais)
 
Exploração e Produção
 
25.902
 
Abastecimento
 
14.312
 
Gás e Energia
 
5.636
 
Distribuição
 
781
 
Internacional
 
6.828
 
Corporativo
 
1.406
 
TOTAL
 
54.865
 

A seguir, estão detalhadas algumas das ações a serem desenvolvidas pela Petrobras, durante o exercício de 2008, por segmento de negócio, como parte dos grandes investimentos previstos no Plano de Negócios para os próximos cinco anos.

Exploração e produção

Com a entrada em operação de mais cinco plataformas, a Petrobras confirmou a sua disposição de manter o crescimento da produção em níveis sustentáveis. Em 2007, o incremento da produção foi obtido com a entrada em operação de cinco plataformas, que deverão atingir suas capacidades máximas em 2008. FPSO Cidade do Rio de Janeiro, no campo de Espadarte, FPSO Piranema, no campo de Piranema, FPSO Cidade de Vitória, no campo de Golfinho e P-52, no campo de Roncador, além da P-54, também no campo de Roncador.

Deverão entrar em produção no próximo ano, na Bacia de Campos, as plataformas P-51, com capacidade de 180 mil barris de óleo e 6 milhões m³ de gás/dia, no campo de Marlim Sul; P-53, com capacidade de 180 mil barris de óleo e 6 milhões m³ de gás/dia, no campo de Marlim Leste; FPSO Cidade de Niterói, 100 mil barris de óleo e 3,5 milhões m³ de gás/dia, também no campo de Marlim Leste; e o FPSO Cidade de Rio das Ostras, plataforma para teste de produção com capacidade de 15 mil barris diários de óleo pesado (14 API), no campo de Badejo. Na Bacia do Espírito Santo, está prevista a entrada do FPSO Cidade de São Mateus, com capacidade de 25 mil barris de óleo e 10 milhões m³ de gás/dia, no campo de Camarupim.

O Plano de Negócios do Sistema Petrobras prevê, para o próximo ano, uma produção diária dos campos nacionais de 2,36 milhões de barris de óleo equivalente (BOE) de petróleo e gás natural. Do total de R$ 25,9 bilhões de investimentos previstos para a área de E&P no Brasil, R$ 2,2 bilhões serão destinados à construção de plataformas, entre as quais se destacam, para a Bacia de Campos, a P-51 (Marlim Sul), a P-53 (Marlim Leste), o FPSO Frade (campo de Frade), FPSO Conchas (campos de Ostra, Argonauta e Abalone), a P-56 (Marlim Sul) e P-57 (Jubarte). Estas duas últimas estão em fase de contratação. Para a Bacia de Santos será construída a plataforma fixa PMXL-1, destinada ao campo de Mexilhão.

Como resultado do intenso trabalho exploratório desenvolvido pela Companhia e da avaliação das descobertas mais recentes, as reservas nacionais provadas, que contabilizaram 13 bilhões 753 milhões de barris em 2006, critério SPE, poderão manter sua trajetória de crescimento contínuo, agora fortemente impulsionado pelas recentes descobertas na área de Tupi, na Bacia de Santos. Nas diversas bacias brasileiras, a Petrobras contará, em 2008, com um portfólio de 343 Blocos exploratórios, contidos em 151 Contratos concedidos pela ANP, para desenvolver estudos e atividades de prospecção de petróleo e gás natural. Isto sem contar com os 27 blocos arrematados na 9ª rodada, realizada em novembro último e com os que certamente serão adquiridos no leilão programado para 1º semestre de 2008 (BID 8).

ABASTECIMENTO

No segmento de refino serão concluídas as obras da nova Unidade de Coqueamento Retardado da Refinaria Duque de Caxias – REDUC (RJ) e da nova Unidade de Separação de Propeno na Refinaria Henrique Lage – REVAP (SP). Terão continuidade as obras de construção e montagem destinadas à melhoria de qualidade da gasolina e do diesel e à adequação do perfil de refino para aumento da participação de petróleo nacional na carga processada, nas diversas refinarias. Durante o ano será concluído o projeto conceitual de modernização da Refinaria Isaac Sabbá – REMAN, localizada em Manaus, e iniciado o projeto básico.

A Lubrificantes e Derivados de Petróleo do Nordeste – LUBNOR iniciará a construção e montagem da nova Unidade de Lubrificantes Naftênicos, investimento que  possibilitará a redução da dependência do país por lubrificante importado e permitirá a Petrobras aumentar a sua participação no mercado de óleos básicos naftênicos e óleos isolantes.

Com o objetivo de aumentar a participação do gás nacional no atendimento das regiões Sul e Sudeste e reduzir a dependência do gás importado, foi criado o Plano de Antecipação da Produção de Gás – PLANGÁS, composto de uma carteira ampla de projetos, que inclui novas instalações na Refinaria Duque de Caxias – REDUC (RJ) e na Refinaria Presidente Bernardes – RPBC (SP). Nesta última serão concluídas as obras de construção e montagem das novas instalações.

A Refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco,entrará em fase de elaboração do projeto executivo e início de obras de construção civil. Serão elaborados os projetos conceituais para a implantação da Refinaria Premium que, com capacidade de processamento de 500 mil barris por dia, será a maior do Brasil.

A tecnologia do HBIO, novo processo que possibilita a inclusão de óleo vegetal na corrente de diesel produzindo, desta forma, um diesel de alta qualidade e pureza, já foi testada pela Petrobras e está sendo implementada na Refinaria Gabriel Passos – REGAP (MG), na Refinaria Presidente Getúlio Vargas – REPAR (PR), na Refinaria de Paulínia – REPLAN (SP). Para 2008, está prevista a disponibilidade de processamento de óleo vegetal na Refinaria Henrique Lage – REVAP (SP), na Refinaria Presidente Bernardes – RPBC (SP) e na Refinaria Duque de Caxias – REDUC (RJ).

No segmento de transporte dutoviário serão investidos R$ 2,1 bilhões, a maior parcela na construção, ampliação e reformulação da rede de dutos. Entre os empreendimentos destacam-se o Plano Diretor de Dutos de São Paulo, a construção de Terminais de GLP e novos dutos em Barra do Riacho / ES e na Baia da Guanabara, previstos no PLANGÁS. Os investimentos incluem, também, o Programa de Adequação do Suprimento de Petróleo de São Paulo – PASP, a construção do Terminal de Pecém (CE), o Programa de Adequação da Tancagem, melhorias no Terminal de São Sebastião (Litoral Norte de São Paulo), a ampliação da capacidade de escoamento de petróleo e derivados nas regiões Sul e Sudeste, a Ampliação da Capacidade de Escoamento de Álcool entre a Refinaria de Paulínia (SP) e o Terminal da Ilha D’água (RJ), o início do Projeto Conceitual do Corredor de Exportação de Álcool, além de investimentos em segurança industrial e ambiental.

No segmento de Transporte Marítimo os recursos, em sua quase totalidade, serão destinados ao programa de modernização e expansão da frota de navios, com aplicação de R$ 572 milhões em 2008.

Na atividade petroquímica, os investimentos previstos contemplam a entrada em operação da fábrica de polipropileno da Petroquímica Paulínia S.A. – PPSA (SP), uma parceria entre a Petroquisa e Braskem, que terá capacidade instalada de 300.000 t/a.

Também serão concluídas as etapas do Projeto Básico, do licenciamento ambiental e formadas as parcerias para o Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro – COMPERJ, destinado à produção de produtos petroquímicos básicos e derivados a partir de petróleos pesados, em área de 45 milhões m2, em Itaboraí e São Gonçalo, no Estado do Rio de Janeiro.

Durante o ano deverá ser obtida a Licença Prévia e a Licença de Instalação de Terraplenagem, marcando o início das obras de terraplenagem do COMPERJ, serão concluídos os projetos básicos da Unidade Petroquímica Básica (UPB) e iniciados os projetos de pré-detalhamento desta unidade. Serão iniciados os projetos básicos da Unidade Petroquímica Associada (UPA) e os processos de aquisição dos principais equipamentos da planta industrial do COMPERJ. Será Inaugurado, também, o Centro de Integração em São Gonçalo.

Terá prosseguimento a implantação da Unidade de Ácido Tereftálico (PTA), da Petroquímica SUAPE, em Pernambuco, para a produção de garrafas PET e filamentos têxteis de poliéster, permitindo o desenvolvimento de um pólo têxtil no nordeste com capacidade potencial de geração de 250.000 empregos. Também estará em construção a Companhia Têxtil de Pernambuco – CITEPE, uma parceria entre a Petroquisa e Citene, que produzirá fibra poliéster para o setor têxtil.

A carteira de investimentos na petroquímica inclui ainda a implantação da Companhia de Coque Calcinado de Petróleo – COQUEPAR, que processará o coque verde produzido na refinarias do Rio de Janeiro e Paraná.

Crescerá a atuação da Petrobras na 1ª e 2ª geração petroquímica em 2008 ocorrerá como resultado de duas importantes ações realizadas em 2007: a fusão das plantas petroquímicas da Ipiranga Petroquímica com os ativos petroquímicos da BRASKEM, em torno da Companhia Petroquímica do Sul - COPESUL (RS), e a criação do Complexo Petroquímico do Sudeste - CPS, proveniente da incorporação dos ativos da Suzano Petroquímica com os da UNIPAR na região sudeste. Em ambos os empreendimentos a Petrobras terá posição acionária minoritária, porém participará efetivamente da gestão.

Os principais projetos da área petroquímica envolvem investimentos de cerca de US$ 4,3 bilhões no período de 2008–2012. Estes investimentos contribuem para o posicionamento estratégico da Petrobras de ampliar a sua atuação em petroquímica de forma integrada com os demais negócios do Sistema Petrobras.

GÁS E ENERGIA

O Plano de Negócios prevê, para o ano de 2008, investimentos no valor de R$ 5,6 bilhões na área de G&E. Deste total, R$ 3,7 bilhões serão utilizados em projetos de gasodutos, R$ 700 milhões em projetos de termelétricas, R$ 500 milhões em projetos de regaseificação de GNL, R$ 500 milhões no desenvolvimento de projetos de energias alternativas renováveis, cerca de R$ 100 milhões em pesquisa e desenvolvimento.

Até o final de 2008 serão concluídos cerca de 1.000 km de gasodutos fazendo com que a malha administrada pela Petrobras passe a contar com aproximadamente, 7.500 km. Com isso a capacidade de transporte aumentará em cerca de 10 milhões de m3 / dia. Cerca de 70 milhões de m3/dia deverão estar disponíveis para oferta ao mercado e aos consumidores internos do Sistema Petrobras no final do ano

Principais eventos da área de G&E para o próximo ano:

Gasodutos - Início de Construção

- Construção e montagem do trecho Cacimbas (ES) – Catu (BA) - Parte integrante do GASENE, com extensão de 946 km e capacidade de até 20 milhões de m3 / dia.  O duto permitirá a interligação das Malhas Sudeste e Nordeste. Com isso, será mais flexível o fornecimento de gás à região Nordeste. Início de operação previsto para janeiro de 2010.

- Construção e montagem do gasoduto Gasduc III, com 182 km de extensão, projetado para permitir o escoamento de toda a oferta das Bacias de Campos e Espírito Santo, ampliada após a instituição do Plangás – Plano de Antecipação da Produção de Gás, para a Malha Sudeste. Capacidade nominal de transporte de 40 milhões de m3/dia e início de operação em julho de 2009;

Conclusão de Obras

- Cabiúnas (RJ) – Vitória (ES), com 302 km de extensão e capacidade para transportar até 20 milhões de m3 / dia de gás natural.  Com essa conexão, parte do gás natural produzido na Bacia do Espírito Santo passa a se integrar à Malha Sudeste. Com este duto, a oferta de gás nacional, para uso nas termelétricas localizadas no norte do Rio de Janeiro, será aumentada em  5,5 milhões de m³/dia.

- Açu - Serra do Mel (RN), com 31 km de extensão, este duto transportará gás natural produzido nas bacias do Rio Grande do Norte e do Ceará e o gás natural liquefeito (GNL) recebido no píer em Pecém para à Usina Termelétrica Jesus Soares Pereira (antiga Termoaçu). A unidade tem capacidade instalada de 340 MW.

- Trecho Taubaté (SP) – Japeri (RJ) - Com 255 km de extensão, última etapa do gasoduto Campinas-Rio, que totaliza 453 km e capacidade de até 8,5 milhões de m3 / dia. A operação está prevista para março. O duto permitirá maior flexibilidade no transporte do gás importado da Bolívia até o norte de São Paulo e o sul do Rio de Janeiro.

- Trecho Catu (BA) – Itaporanga (SE), com 197 km de extensão, integra a Malha Nordeste, e vai ampliar a capacidade de escoamento de gás a partir da Bahia para os estados de Sergipe, Alagoas e Pernambuco. Início de operação prevista para maio de 2008.

- Japeri (RJ) – Reduc (RJ), com extensão total de 40 km e capacidade de até 8,5 milhões de m3 / dia, aumentará a flexibilidade da operação da Malha Sudeste, integrando as ofertas de gás natural da Bolívia e das Bacias de Santos, Campos e do Espírito Santo. Início de operação previsto para dezembro de 2008.

- Paulínia (SP) – Jacutinga (SP), com extensão total de 90 km e capacidade de cerca de 2 milhões de m3 / dia e início de operação previsto para dezembro de 2008 atenderá às demandas do sul de Minas Gerais.

- Urucu – Coari – Manaus (AM) - Permitirá o aproveitamento do gás produzido na província petrolífera do Urucu (AM), atualmente reinjetado após ser produzido junto com o petróleo. Extensão total de 661 km e capacidade contratada de 5,5 milhões de m3 / dia. A conclusão da construção e montagem está prevista para dezembro de 2008.

Gás Natural Liquefeito (GNL)

- Entrada em operação dos Terminais de Regaseificação de Gás Natural Liquefeito (GNL) de Pecém (CE) e da Baía de Guanabara (RJ), com capacidade de processamento de 7 milhões e 20 milhões de m3 / dia, respectivamente.

- Em maio deverá chegar ao Brasil o navio de GNL Golar Spirit, cuja capacidade de regaseificação é de 7 MM m3/dia.

Comercialização de Gás Natural

- Continuidade da negociação de novas modalidades de contrato para fornecimento de gás natural entre Petrobras e companhias distribuidoras estaduais. A nova política comercial da Petrobras para o gás natural estabelece regimes diferentes de contratação: firme inflexível, firme flexível e interruptível.  As novas modalidades permitem um planejamento mais eficiente da expansão do mercado de gás natural e garantem mais segurança no atendimento à demanda;

Termelétricas

- Em março, entrada em operação comercial da Usina Termoelétrica de Jesus Soares Pereira  (RN) com capacidade instalada de 340 MW.

- Conclusão das conversões a bi-combustível das UTEs: Sepé Tiaraju (Canoas-RS), Barbosa Lima Sobrinho (Eletrobolt-RJ) e Termoceará (CE). Com capacidade instalada, respectivamente: 161 MW, 386 MW e 220 MW.


Biodiesel

- Inauguração das usinas de produção de biodiesel de Quixadá (CE), Candeias (BA) e Montes Claros (MG), cujos insumos serão óleos de soja, mamona, girassol e amendoim. A matéria-prima utilizada nas usinas será adquirida, prioritariamente, da agricultura familiar. Cada planta terá capacidade de produção de 57 milhões de litros de biodiesel/ano.


DISTRIBUIÇÃO

No segmento de distribuição serão realizados investimentos diretos da ordem de R$ 691 milhões, dos quais R$ 572 milhões aplicados pela BR Distribuidora e R$ 119 milhões pela Liquigás Distribuidora.

Os recursos da BR estão concentrados, basicamente, na ampliação e modernização da sua rede de postos de serviço, no suporte aos Clientes industriais e comerciais, em programas de segurança, meio ambiente e saúde, logística, e operações.

Os investimentos buscam garantir a liderança do mercado brasileiro de distribuição de derivados de petróleo e de biocombustíveis, e de maximização de market share e com rentabilidade. Visam, também, a ampliação do número de clientes consumidores e da rede de postos, tanto por esforço orgânico quanto pela incorporação de ativos.

Nos investimentos vinculados à atividade da Liquigás, destaca-se o Projeto Rio, com um montante previsto para 2008 da ordem de R$ 35,5 milhões. Em linhas gerais, esse projeto prevê a construção de um centro operativo, compra de botijões e veículos no Estado do Rio de Janeiro, terceiro maior mercado consumidor de GLP do País, objetivando aumentar a participação da Liquigás no mercado através de processos e práticas inovadoras.

ATUAÇÃO INTERNACIONAL

Na atuação internacional, a Petrobras prevê investir US$ 3,2 bilhões, dos quais, 32% nos Estados Unidos, 30% na América Latina, 19% na África, e os 19% restantes nos demais países.  Do total a ser investido, a prioridade é no segmento de Exploração e Produção, com cerca de 66% do total a ser aplicado, seguido pelo segmento de Refino, com 27% de participação.

Os Estados Unidos serão o principal foco dos investimentos da área internacional no próximo ano. Além dos vultosos investimentos em exploração e produção no Golfo do México, destaca-se o projeto de ampliação da refinaria de Pasadena, no Texas.

A Petrobras continuará com uma forte presença na América Latina, onde serão aplicados US$ 960 milhões na consolidação de seus diversos negócios nas áreas de exploração e produção, refino, distribuição e gás e energia.

O incremento de diversas frentes de atuação e a diversificação do portfólio da área internacional busca trazer maior sustentabilidade para os investimentos da Petrobras no exterior, conforme previsto em seu Plano Estratégico 2020.  Hoje a Petrobras está presente em negócios em mais de 20 países, entre os quais se destacam Angola, Argentina, Bolívia, Colômbia, Equador, Estados Unidos, Irã, Líbia, México, Moçambique, Nigéria, Paraguai, Peru, Uruguai, Tanzânia, Turquia e Venezuela.

O Plano Estratégico 2020 prevê um vigoroso crescimento no exterior. Diante disso e para atingir os mais altos padrões de competitividade e rentabilidade, a Companhia está implantando o Programa de Processos de Integração Internacional – Proani – que tem como propósito gerar um modelo único de gestão no exterior, alinhado com a corporação, que permita aumentar a velocidade operativa para fazer negócios, compartilhar informação, e desenvolver o capital humano.  Após a primeira fase de implantação, ocorrida na unidade da Argentina, em julho de 2007, o programa deverá continuar nas demais unidades do exterior.

Terão prosseguimento os investimentos para abertura de novas frentes de atuação, nas áreas de saúde, meio ambiente e segurança operacional, na integração de práticas e processos, em tecnologia da informação e telecomunicações e na valorização da marca, entre outros.

PESQUISA E DESENVOLVIMENTO

A Petrobras deverá investir cerca de R$ 1,6 bilhão em pesquisa e desenvolvimento, indicando um crescimento de R$ 100 milhões em relação ao ano de 2007.

Exploração e Produção

- Grande esforço será aplicado no desenvolvimento de tecnologias complementares necessárias para viabilizar a apropriação de reservas e desenvolvimento da produção da nova fronteira geológica pré-sal.

Gás e Energia

- A Companhia continuará, em 2008, direcionando recursos para a área de produção de biocombustíveis, visando à consolidação da tecnologia de produção de biodiesel e o projeto básico da primeira unidade industrial. O avanço dos testes em planta-piloto da tecnologia de produção de etanol a partir de resíduo de biomassa possibilitará um expressivo aumento da produção de etanol por hectare plantado de cana-de-açúcar.

- Outro segmento de pesquisa que terá continuidade é o desenvolvimento de tecnologia que permite gerar diesel limpo, sem enxofre ou aromáticos e de alta performance, a partir de biomassa. Este diesel, totalmente de origem vegetal, permite utilizar como matéria-prima os rejeitos da indústria do álcool (palha, bagaço), da mamona, da castanha de caju e similares, chamados de biocombustíveis de segunda geração. Uma planta-piloto deverá entrar em operação no início de 2009.

- Na área ambiental, será iniciado o primeiro projeto da Petrobras de seqüestro de carbono por intermédio da captura e armazenamento geológico de CO2, a ser realizado no Recôncavo Baiano. Esta tecnologia contribuirá para a mitigação de mudanças climáticas.

- Serão também aplicados recursos em projetos de desenvolvimento de tecnologias inovadoras para transporte do gás associado, produzido junto com o petróleo nas plataformas da Petrobras.

ABASTECIMENTO

- Ampliação da utilização da tecnologia HBIO (produção de óleo diesel a partir do processamento de óleo vegetal) para as refinarias REDUC (RJ), REVAP (SP) e RPBC (SP). Serão também realizados testes com a utilização de óleo vegetal de outras origens que não o óleo de soja empregado atualmente.

- Está prevista para junho de 2008 a partida operacional do Núcleo Experimental CENPES/LUBNOR de biolubrificantes, no Ceará, permitindo o ingresso da Petrobras no novo mercado de biolubrificantes básicos de origem vegetal.

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