Petrobras. Relacionamento com Investidores

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Esclarecimento sobre Notícias

Rio de Janeiro, 06 de abril de 2009 – PETRÓLEO BRASILEIRO S/A - PETROBRAS, [Bovespa: PETR3/PETR4, NYSE: PBR/PBRA, Latibex: XPBR/XPBRA, BCBA: APBR/APBRA], uma companhia brasileira de energia com atuação internacional, em resposta ao ofício CVM/SEP/GEA-2/n.110/09, presta os seguintes esclarecimentos sobre notícia veiculada no dia 2 de abril pelo Jornal do Commercio e outra editada no dia 3 de abril pelo jornal Valor Econômico:

“Petrobras poderá reduzir captação em US$ 4,5 bilhões” (Jornal do Commercio)

A Petrobras esclarece que o Plano Estratégico da Companhia para o período 2009-2013, divulgado dia 26/01/2009, contém entre suas projeções a de “geração de caixa” e a de “necessidade de financiamento” para os próximos 5 anos.

Especificamente para o ano de 2009, a Companhia informou que, no cenário de robustez para curva do petróleo, que estabelece um preço do barril do petróleo tipo Brent em US$ 37. Nesse cenário a Companhia teria um fluxo de caixa operacional, incluindo amortização e após dividendos de cerca de US$ 10,5 bilhões, investimentos de US$ 28,6 bilhões e a necessidade de captação de US$ 18,1 bilhões para o ano. Como tal número é baseado em projeções de fluxo de caixa, a Companhia também apresentou diversas variáveis que podem fazer com que os valores realizados sejam diferentes dos projetados.

As variáveis citadas no Plano foram: variação do preço do petróleo e dos derivados; variação dos preços domésticos de derivados; taxa de câmbio; percentual de execução do investimento planejado, e custo dos investimentos. Através de estudos de sensibilidade, a Companhia estima que a cada US$ 1,00 a mais no preço do petróleo tipo Brent usado como referência, poderá haver uma geração do fluxo de caixa de cerca de US$ 500 milhões. Por isso, caso a média do ano do preço do petróleo seja de US$ 46,00 a Companhia estaria gerando US$ 4,5 bilhões adicionais, diminuindo as suas necessidades estimadas de captação.

Adicionalmente, a Companhia informou que já tem negociado os financiamentos de US$ 18 bilhões em 2009, caso o preço do petróleo do cenário de robustez se mantenha durante o ano.

“Negociações fracassam e Petrobras cancela licitações na Refinaria de Pernambuco” (Jornal Valor Econômico)

A Petrobras contratou consórcio formado pelas empresas Camargo Corrêa, Galvão Engenharia, Queiroz Galvão e Norberto Odebrecht para obra de terraplanagem da Refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco. Em auditoria, o Tribunal de Contas da União apontou indícios de superfaturamento do contrato em questão, determinando a suspensão parcial de pagamento.

A Petrobras considera que não há sobrepreço e superfaturamento na obra, mas acatou determinação do TCU e suspendeu o pagamento ao consórcio. Imediatamente foi iniciado o processo de defesa, contestando as irregularidades apontadas pelos auditores do tribunal. O processo ainda está em curso.

Segundo o Plano Estratégico da Companhia para o período 2009-2013, a Refinaria Abreu Lima já está prevista para entrar em operação em 2011. O Plano de Negócios também já contempla a construção de mais três refinarias, amplamente divulgadas através de comunicados datados de 10 e 16 de junho de 2008 e 01 de setembro de 2008, sendo elas: Unidade Petroquímica Básica (UPB) do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj), com previsão de entrada em operação para dezembro de 2012 e capacidade de processar 150 mil barris/dia; Refinaria Premium I, localizada no Estado do Maranhão, previsão de entrada em operação para 2013 e capacidade de produção de 600 mil barris/dia; Refinaria Premium II, localizada no Ceará, com previsão de entrada de operação em 2013 e capacidade de produção de 300 mil barris/dia.

A Companhia também esclarece, que dentro de sua política de otimização de custos, não irá aceitar preços acima do que considera justo e por isso tem mantido contato permanente com toda a cadeia de fornecedores. Esclarece também que algumas licitações de obras e equipamentos para a Refinaria Abreu Lima apresentaram preços elevados e por isso a Companhia, dentro de seus procedimentos operacionais e rotineiros, cancelou as mesmas e está em negociação com os fornecedores.

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