Comunicados e Fatos Relevantes

Confira a íntegra dos nossos Comunicados e Fatos Relevantes divulgados ao mercado.

Fato Relevante - Reservas Provadas da Petrobras em 2015

29/01/2016

Rio de Janeiro, 29 de janeiro de 2016 – Petróleo Brasileiro S.A. ­ Petrobras comunica o volume de suas reservas provadas de petróleo (óleo, condensado e gás natural), apuradas no final de 2015, segundo os critérios ANP/SPE (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis / Society of Petroleum Engineers) e SEC (US Securities and Exchange Commission).

Reservas Provadas segundo Critérios ANP/SPE

Segundo os critérios ANP/SPE, em 31 de dezembro de 2015, as reservas provadas de óleo, condensado e gás natural da Petrobras atingiram 13,279 bilhões de barris de óleo equivalente (boe), conforme a Tabela 1. Em 2014, estes volumes eram de 16,612 bilhões de boe.


Tabela 1 – Volumes de Reservas Provadas em 2015 (critérios ANP/SPE)

Discriminação

Reservas Provadas

 

Petrobras

Óleo e Condensado (bilhão bbl)

10,946

Gás Natural (bilhão m3)

372,450

Óleo Equivalente (bilhão boe)

13,279

 

 

 

 

 

 

A Tabela 2, a seguir, detalha a evolução das reservas provadas em 2015, segundo os critérios ANP/SPE.

Tabela 2 – Evolução das Reservas Provadas em 2015 (critérios ANP/SPE)

 

Composição das Reservas Provadas

Total Petrobras

(bilhão de boe)

a)

Reservas Provadas Dezembro/2014

16,612

b)

Novas Descobertas e Novas Acumulações em 2015

0,016

c)

Monetização de Reservas em 2015¹

-­0,022

d)

Revisões em 2015²

-­2,395

e)

Balanço de 2015 (b+c+d)

-­2,401

f)

Produção do Ano de 2015

-0,932

g)

Variação Anual (e+f)

-­3,333

h)

Reservas Provadas Dezembro/2015 (a+g)

13,279

¹Desinvestimentos, que representam a monetização antecipada das reservas.
²Revisões baseadas em critérios técnicos (ex: características de reservatórios) e econômicos.

Os principais fatores que impactaram as reservas foram:
    
•    Incorporação de 0,016 bilhão de boe de reservas provadas relativas a descobertas de novas acumulações próximas à infraestrutura existente nos campos de Albacora Leste na Bacia de Campos, de Golfinho na Bacia do Espírito Santo e de El Mangrullo, na Bacia Neuquina, na Argentina;

•    Incremento de reservas provadas, nos campos em produção no Pré-­‐Sal, nas Bacias de Santos e Campos, resultante de respostas positivas do comportamento dos reservatórios, dos mecanismos de recuperação (ex: injeção de água), da eficiência operacional dos sistemas em operação e da crescente atividade de perfuração e interligação de poços;

•    Apropriações devido à perfuração de poços de desenvolvimento da produção em campos em terra na Argentina e nas Bacias do Amazonas e Potiguar, no Brasil, e em campos marítimos na Bacia de Campos;

•    Declaração de comercialidade do campo de Jandaia Sul na Bahia;

•    Desinvestimentos que proporcionaram a monetização antecipada de 0,022 bilhão de boe de reservas no Brasil (Bacia de Campos) e na Argentina (Bacia Austral);

•    Produção de 0,932 bilhão de boe em 2015, que representa um acréscimo de 4% em relação a 2014. Esse volume inclui a produção do xisto, porém não inclui o volume extraído em Testes de Longa Duração (TLD) nem a produção da Bolívia. Os TLDs ocorrem em áreas exploratórias, onde ainda não foi declarada a comercialidade do campo e, portanto, não há reserva associada e, no caso da Bolívia, a Constituição do país não permite que as reservas sejam registradas pelo concessionário.

A Petrobras apresentou uma redução de 2,401 bilhões de boe em suas reservas provadas devido a outros fatores que não a extração do petróleo e do gás natural, o que equivale a cerca de 2,58 vezes a produção anual. A relação entre o volume de reservas e o volume produzido é de 14,2 anos, sendo de 14,6 anos no Brasil. O Índice de Desenvolvimento (ID), que é a relação entre as reservas provadas desenvolvidas e as reservas provadas, foi de 44,5% em 2015.

Reservas Provadas segundo Critério SEC

Segundo o critério SEC, em 31 de dezembro de 2015, as reservas provadas de óleo, condensado e gás natural da Petrobras atingiram 10,516 bilhões de barris de óleo equivalente (boe), conforme a Tabela 3. Em 2014, estes volumes eram de 13,141 bilhões de boe, incluindo as reservas de xisto.

Tabela 3 – Volumes de Reservas Provadas em 2015 (critério SEC)

Discriminação

Reservas   Provadas

 

Petrobras

Óleo e Condensado (bilhão bbl)

8,774

Gás Natural (bilhão m3)

278,435

Óleo Equivalente (bilhão boe)

10,516

 

A evolução das reservas provadas, segundo critérios SEC, consta da Tabela 4 a seguir:

Tabela 4 – Evolução das Reservas Provadas em 2015 (critério SEC)

 

Composição das Reservas Provadas

Total Petrobras

(bilhão de boe)

a)

Reservas Provadas Dezembro/2014

13,141

b)  Novas Descobertas e Novas Acumulações em 2015

0,020

c)

Monetização de reservas em 2015³

-0,022

d)

Revisões em 20154

-­1,690

e)

Balanço de 2015 (b+c+d)

-1,692

f)

Produção do Ano de 2015

-0,932

g)

Variação Anual (e+f)

-­2,624

h)

Reservas Provadas Dezembro/2015 (a+g)

10,516

Aparentes diferenças na soma de parcelas são frutos de arredondamentos.

3Desinvestimentos, que representam a monetização antecipada das reservas.
4 Revisões baseadas em critérios técnicos (ex: características de reservatórios) e econômicos.

Os mesmos destaques feitos anteriormente para as reservas provadas segundo os critérios ANP/SPE se aplicam às reservas provadas segundo o critério SEC.

A principal diferença entre os critérios ANP/SPE e SEC são os preços do petróleo considerados no cálculo da viabilidade econômica das reservas.

Pelo critério SEC, a Petrobras apresentou uma redução de 1,692 bilhões de boe em suas reservas provadas devido a outros fatores que não a extração do petróleo e do gás natural, o que equivale a cerca de 1,82 vezes a produção anual. A relação entre o volume de reservas e o volume produzido é de 11,3 anos, sendo de 11,5 anos no Brasil. O Índice de Desenvolvimento (ID), que é a relação entre as reservas provadas desenvolvidas e as reservas provadas, foi de 51,1% em 2015.

Vale registrar que a Petrobras, historicamente, certifica cerca de 95% de suas reservas provadas segundo os critérios SEC. Atualmente, a empresa certificadora é a D&M (DeGolyer and MacNaughton).